
Ela sinaliza para ele que finge não ver enquanto ensaia os acordes para a solitária serenata banhada de lua cheia.
Ele acena para ela que lhe vira o rosto, que lhe fere a face, que move os moinhos fazendo da brisa um vendaval.
Personagens vivendo história surreal buscam no jogo do contente o paliativo para as tediosas horas de inacabados dias.
Neles já não cabem as vestes, já não há lugar marcado, já não lhes abrem o salão, já não lhes tocam a sinfonia, já não lhes servem o néctar.
São opostos, são anversos, são linhas sem intercessão.
Já não são...foram.
©Márcia(clarinha)
lindo dia...
beijos
...Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza...
(Hilda Hilst)
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